O Projeto

>>>> novo site do OGI na url >>>>  http://obgi.org/ 

Apresentação 2010

O Observatório da Gestão da Informação- OGI pretende  ser um “posto de observação” na web para monitorar tendências relacionadas a este campo de trabalho no Brasil. É uma plataforma de pesquisa desenvolvida por e para alunos de graduação do Curso de Biblioteconomia e Gestão de Unidades de Informação (CBG) da Faculdade de Administração e Ciências Contábeis (FACC) /UFRJ.

Sendo uma área multidisciplinar (onde atuam várias comunidades de profissionais, com diferentes questões e abordagens) e emergente (onde conceitos e especializações são ainda instáveis e deslizantes), a expectativa do OGI é alimentar um olhar abrangente sobre a questão.

Capturando notícias na web brasileira que incorporem as expressões “Gestão da Informação” e “Gestão do Conhecimento”, os alunos do CBG/FACC selecionam, indexam e postam no OGI aquelas consideradas relevantes[1]. Os assuntos monitorados sobre estes dois campos são Mercado de Trabalho, Eventos e Educação.

A abertura do OGI na web, que acontece em março de 2010 com cerca de 500 notícias selecionadas, representa o início da segunda etapa do projeto de pesquisa.

Nos primeiros sete meses foram definidos procedimentos, testadas ferramentas e analisadas e selecionadas as categorias de notícias que seriam monitoradas. Os principias desafios foram usar uma tecnologia de blog de forma pouco convencional como base de dados, lidar com os critérios do “motor de busca” do Alerta Google e com o crescente volume de informações na web.

A partir de agora, o desafio é analisar e debater as tendências reveladas pelas notícias em uma rede aberta entre alunos e demais interessados. E também usar o OGI como laboratório de trabalho colaborativo, baseado em web 2.0.  Estes aprendizados apoiarão as disciplinas “Gestão da Informação e do Conhecimento” e “Tecnologias da Informação e Comunicação”, sob minha responsabilidade, no CBG/FACC/UFRJ.

OGI é fruto de Projeto de Iniciação Científica (PIBIC) fomentado pela Pro – Reitoria de Pós-graduação e Pesquisa (PR-2) com o apoio de uma bolsa iniciada em agosto de 2009. E parte da pesquisa “Informação e Conhecimento como Objeto de Interesse da Gestão”, por mim desenvolvida junto á Pós-Graduação em Ciência da Informação do IBICT/ FACC/UFRJ.

Agradeço às alunas Clarissa Machado e Jéssica Galvão, bolsistas de iniciação científica, pela criatividade e empenho na busca de soluções inovadoras para o projeto. Ás alunas Thalita Oliveira, Mariana Dias e Ingrid Gomes pela colaboração na revisão e atualização das postagens no OGI, ao Prof. Carlos Nepomuceno, pelos sábios alertas e à Profa. Maria José Veloso, pelo apoio e parceria.

Convidando todos os interessados a participar da construção do OGI, Cordialmente

Ana Maria Barcellos Malin
Professora Adjunta
CBG/FACC/UFRJ
PPGCI-IBICT/FACC/UFRJ


[1] Com o interesse centrado na Gestão da Informação, o acompanhamento da expressão Gestâo do Conhecimento justifica-se pela atual proximidade entre as práticas.

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Notas sobre metodologia (1)

Como monitorar e categorizar os componentes de um universo desconhecido? Ainda mais quando o “telescópio” usado para fazer a observação é novo e pouco familiar? Quando iniciamos o projeto enfrentamos este desafio: no nosso caso, o universo era o das informações na web brasileira, e o telescópio, o motor de buscas do Google através do serviço de alerta.

Inicialmente, todas as notícias recebidas eram analisadas e, tentativamente, classificadas em uma tabela de categorias que se expandia em muitas direções. Um trabalho ao mesmo tempo experimental e empírico.  Este foi o cenário de trabalho entre agosto e dezembro de 2009, a fase de testes, e explica o grande número de notícias postadas durante o período. Se este padrão continuasse a ser adotado hoje, teríamos mais de 1.000 itens de notícias.

A partir de 2010, quando a pesquisa entrou em sua segunda fase, com o universo observado já menos desconhecido, a metodologia reduziu o número de categorias monitoradas. Deixou-se de acompanhar alertas sobre artigos, opiniões, debates e serviços que citassem as expressões GI e GC, focando-se em notícias sobre Mercado de Trabalho, Eventos e Educação que representem institucionalização nos dois campos monitorados.

Esta decisão foi motivada por duas razões: primeiro, o volume de noticias enviadas pelo Alerta Google dobrou: a média semanal passou de cerca de 20 itens, entre agosto/dezembro 2009, para cerca de 40 itens, entre janeiro e abril 2010. Em segundo lugar, observou-se que as categorias mais volumosas vinham carregadas de um crescente “lixo” informacional.

Com os atuais recursos disponíveis para analisar as notícias selecionadas e a prioridade voltada para tendências qualitativamente significativas do desenvolvimento dos campos estudados, invertemos o índice de seleção: enquanto na fase de teste descartávamos cerca de 20% das notícias, na fase atual, aproveitamos 20% (isto sem prejuízo de continuarmos arquivando, no back office do projeto, 100% das notícias recebidas e de enviarmos através do Twitter OGI matérias com opiniões e análises selecionadas).

Estes aspectos explicam a queda observada nas estatísticas sobre noticias postadas no OGI e serão detalhadas em estudos dos alunos e outras notas de metodologia.

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